Enquanto isso por aqui #5

Post mensal sobre o que andei fazendo literariamente (Junho)


*Lidos:
  1. Just Listen – Sarah Dessen / Farol Literário
  2. Por isso a gente acabou – Daniel Handler / Companhia das Letras
  3. Casa Glass (Os Vampiros de Morganville #1) – Rachel  Caine / Underworld


*Aquisições:

*Compras:
  1. Promessa de Sangue (Academia de Vampiros #4) – Richelle Mead / Agir
  2. O que aconteceu com o adeus – Sarah Dessen / ID
  3. Cidade de Vidro (Instrumentos Mortais #3) – Cassandra Claire / Galera Record
  4. Caminhos de Sangue (Dustlands #1) – Moira Young / Intrínseca


*Trocas:
  1. On The Road – Jack Kerouac / Lp&M
  2. Louras Zumbis - Brian James / Galera Record


*Ganhei:
  1. A Caminho do Verão – Sara Dessen / ID (Não sei se vocês ficaram sabendo da Semana Dessen que rolou no twitter no começo do mês, foi na semana do aniversário dela, e teve muitos posts e promoções, e no último dia eu ganhei esse livro lindo, que eu queria ler já tinha tempo.)


Top 5:
  1. Os 13 porquês – Jay Asher / Ática (Skoob)
  2. Deuses Americanos - Neil Gaiman / Conrad  (Skoob)
  3. As vantagens de ser invisível – Stephen Chbosky / Rocco  (Skoob)
  4. V de vingança  (Skoob)
  5. Fábulas – Lendas no Exílio  (Skoob)

Resenha + AHHHHH preciso comprar:
Impossível escolher um só esse mês, além de ter lido resenhas de todos os livros da Sarah Dessen nos blogs Nem um pouco épico e Amount of words, e ter dsejado todos, ainda tem as maravilhosas resenhas de Ladrão de Olhos que eu li no blog Fallen in Me, eu gostei tanto, mais tanto, que já até comprei o livro (até por que estava com um preço super camarada, e eu não resisti.) e também a resenha da hq Hack/Slash que eu li no blog Taiyou no Rakuen, eu adorei a história, já comecei a ler, e estou simplesmente adorando.

Melhor Leitura:
Esse mês eu li muito pouco, mais todos os livros que eu li me proporcionaram a mesma diversão, impossível escolher entre Sarah Dessen e Daniel Handler. Então posso dizer que todos os livros que eu li esse mês, entraram para minha de favoritos.

Desafios:
Desafio Realmente Desafiante:
É, mais um mês sem cumprir o desafio, mês passado era para mim ter lido Todo Garoto Tem, e não deu tempo, e esse mês, era para sair a resenha de O menino do pijama listrada, e também, não consegui terminar o livro a tempo. Mais ainda vou postar as resenhas desses livros, só não sei exatamente quando.

Marotona Hot:
Pelo menos consegui cumprir um desafio. Resenha: Filha da Tempestade, clique aqui para ler.

Projeto: Um Clássico por mês
Uma pena que eu não consegui completar o desafio esse mês. Eu ainda to lendo On the Road, então provavelmente a resenha sai mês que vem.



Resenha: Os Vampiros de Morganville #1 - Rachel Caine / Underworld

#1 Casa Glass - Skoob

" Bem-vindo a Morganville, Texas.
Apenas não fique fora após o escuro."



Eu adoro vampiros, principalmente quando eles são vilões. E esse foi o primeiro atrativo que me levou a ler esse livro, o segundo é meio bobo, mais eu vou contar, eu AMO o nome Morgan, é sério, eu queria me chamar assim, por isso quando vi o nome do livro foi amor a primeira vista, como não amar os vampiros de Morganville? Eu não resisti.

A gente sabe que nossos pais são chatos por que querem nosso bem, mais tem vezes que eles só atrapalham, e com Claire Danvers não é diferente, ela só tem 16 anos e já concluiu o ensino médio, mas seus pais com medo de mandá-la para longe decidem que ela só poderá cursar as faculdades que quer após completar 18 anos, por enquanto, ela teria que se contentar em fazer faculdade em Morganville.

Morganville é uma cidade muito peculiar, Claire não poderia imaginar que uma cidade aparentemente pacata, escondia segredos tão terríveis e pessoas tão malvadas. Infelizmente ela acabou irritando a pessoa errada e atraindo muito atenção para si, é por isso que depois de ser agredida por algumas garotas (REALMENTE MALUCAS) no dormitório feminino, ela decide sair de lá e acaba encontrando a Casa Glass.

Claire chegou lá ferida e muito assustada, o que acaba fazendo com que Eve, logo se afeiçoe a ela, Michael, que é o dono da casa e Shane que também mora lá, relutam um pouco em aceitá-la, já que ela é menor de idade e isso poderia lhes causar problema (já que todos eles são maiores), mais como ela estava realmente correndo perigo se voltasse para o dormitório da faculdade, Michael decide que ela pode permancer por um tempo.

Claire estava fugindo das malucas do dormitório, mas não esperava descobrir que a cidade guardava segredos piores do que Mônica Morell. Pois é, Claire descobre algo que sua cabeçinha lógica reluta em aceitar, Morganville é uma cidade governada por vampiros.

Os habitantes da cidade em sua maioria estão protegidas dos ataques, pois fazem acordos com os vampiros e sempre carregam consigo a marca daqueles que o protegem, até completarem 18 anos estão protegidos pelos acordos de suas famílias, os maiores precisam arranjar os próprios acordos, é uma convivência “pacífica”, é só se manter alerta. Já os estudantes da faculdade, em grande parte estão desprotegidos, por isso a taxa de desaparecimento em Morganville é bem alta.

Michael, Eve, Shane e Claire não tem proteção e estão constantemente ameaçados por ataques, principalmente Claire que parece ser meter em uma confusão nova a cada passo que dá, e além de ter em seu encalço a fúria de uma das garotas mais populares da faculdade – que esta sempre ameaçando por fim a sua vida – ainda tem encontros ameaçadores com os vampiros mais poderosos da cidade. (A Claire e a Nora Grey de Hush, Hush, fizeram juntas a escola "Como entrar em uma furada a cada piscada de olho", e posso dizer que, as duas passaram com louvor).

A sorte (se é que podemos chamar de sorte) deles é que a casa Glass tem proteçao, e ali aparentemente (mais não se enganem) eles estão seguros.

"Andar por Morganville depois do anoitecer equivalia a pendurar uma placa de MORDA-ME no pescoço." pg - 242

Porém os quatro acabam chamando muito a atenção dos vampiros, seja por Eve que é gótica (até a tolha de banho dela é preta, EU QUERO!!!) e isso é visto como um desrespeito, ou Shane que não se importa muito com regras, e ainda Claire que consegue irritar diversas pessoas poderosas, e até Michael e seu comportamento antissocial (mais ele tem os próprios segredos que se revelam muito sombrios), eles estão sempre em destaque, e em Morganville quanto menos atenção você chamar mais chance você tem de sobreviver.

O perigo ronda a Casa Glass, é muito dificil saber o que o futuro lhes aguarda, pois a perspectiva de sobrevivencia parece mais baixa a cada dia, principalmente depois que eles se intrometem (culpa da Claire) no meio da busca de um artefato muito poderoso. Para sobreviver precisarão fazer um acordo, mais em quem confiar? E o que terão que pagar por proteção?

O final do livro me deixou sem fôlego, é um daqueles finais FDP, que te deixam com o coração na mão, não vejo a hora de ler o próximo volume.

Eu adorei o livro, tive só um probleminha, o climax só acontece no finalzinho, isso não quer dizer que ele seja parado, antes da ameaça maior, eles enfrentam muitas outras coisas, e há bastante espaço para o desenvolvimento dos personagens, mais o perigo real, só chega nas ultimas 60 páginas, mais vale a pena, vale muito a pena, por que quando ele chega você fica totalmente sem fôlego. E por ser o primeiro livro ele é bem introdutório, por isso o climax ficou para o final, mais o caminho para o próximo volume esta traçado, e meldeus tem tudo para ser SENSACIONAL.

Outros volumes: 
Os Vampiros de Morganville #2: Dança das garotas mortas - Skoob

Você pode encontrar:

 Nota: 

Resenha: O Legado da Caça Vampiro - Collen Gleason / Jardim dos Livros

Crônicas Vampíricas de Gardella


A família Gardella tem um legado (ou seria uma maldição?), eles são caçadores de vampiros, e apesar de não serem os únicos, são os mais poderosos e visados pelos inimigos.

Os venadores são especialistas em caçar e exterminar vampiros, que nesta série são criaturas do mal, nenhum está em busca de redenção, eles querem sangue e não se importam em matar nenhum ser humano para conseguir isso. Por isso a presença dos caçadores se faz tão necessária.

Nem todos na família Gardella caçam vampiros, apenas poucos recebem o chamado e menos ainda escolhem para si essa vida. É um percusso tortuoso, por isso muitos escolhem ficar na ignorância.

Mas isso não aconteceu com Vitória Gardella, ela aceitou o legado, se tornou uma venadora, recebeu seu vis bulla (uma espécie de amuleto que aumenta as habilidades e a resistência) e começou uma cruzada contra Lilith – que veio a Londres atrás de um artefato mágico – líder dos vampiros e antiga inimiga de sua tia e mentora.

Para auxiliar seu trabalho de inciante, sua tia chama Max um enigmático e arrogante venador. É para os dois serem parceiros, no início eles se limitam a trocar ofensas – que vem mais da parte dele – mais aos poucos – bem, bem aos poucos – eles vão se tornando parceiros.

Até aí beleza, né? Só que eu deixei de comentar um pequeno detalhe (eu fiz de propósito, muahahahahaha) que faz toda a diferença, toda essa aventura acontece no séc. XIX. 

Aí você pensa, história de vampiro na Londres da era vitoriana, e chega a produzir um suspiro (hummmmm) de vontade de ler, por que parece muito bom, mas espera que tem mais.

Como estamos no séc.  XIX, para a família de Vitória é essencial que ela tenha um marido, já que, o que seria de uma jovem como ela se permanecesse solteira. O grande problema é que na época em que esta sendo apresentada a sociedade (nos bailes), onde sua mãe esta desejosa que ela consiga um marido, é justamente a época em que ela aceita o seu legado e se torna uma caça vampiros.

Esse é basicamente o motivo pelo qual ela e Max brigam o tempo todo, ele acha que ela esta mais preocupada em preencher seu cartão de dança nos bailes do que fazer seu trabalho. O que não é justo já que os vampiros gostam de frequentar as altas rodas, por isso Vitória tem bastante “material de trabalho” nos bailes.

E não pense que a história para por aí, tem mais, muito mais. Você que gosta de vampiros mais nem tanto, pode estar se perguntando se tem romance (ou não, sei lá), e eu te digo que tem sim em abundância demais para meu gosto.

Vitória acaba conhecendo um excelente pretendente (o melhor de todos), o marquês de Rockley, que se torna seu noivo e de quem ela precisa esconder o seu legado. E para complicar mais sua vida, conhece o misterioso e sensual Sebastien que meche demais com o seu coração. E isso tudo enquanto enfrenta uma horda de vampiros que estão fazendo ataques sistemáticos à cidade.

Mas para tudo...

Eu vinha gostando do livro até perceber que a autora se esqueceu dos vampiros, eu achei que a história teria como foco principal a luta contra os vampiros e que Vitória tentaria equilibrar isso com sua vida amorosa. Pelo menos foi  a sensação que eu tive antes de ler o livro, e foi o que me levou a praticamente vender meu rim para comprá-lo. Mas não foi isso, eu sinceramente não sei se essa foi a intenção da autora ou se as coisas foram evoluindo assim e ela resolveu deixar como ficou.

Eu fiquei com uma sensação muito forte de que ela se desviou do que pretendia no começo, por que ela nos apresenta a história, mas no fim das contas a parte de caçar vampiros é pouca desenvolvida, está certo que, há sim partes de ação, mas fica tão pequena em comparação a vida amorosa de Vitória. Grande parte da história é dedicada à isso e a alguns questionamentos que passam a infringi-la: Casar ou não? Permitir que Sebastien se aproxime? Se casar, como terei filhos? E confesso que achei isso muito chato.

Eu tenho um problema grande quando o romance se sobrepõe a aventura de um livro. E é exatamente isso que acontece nesse. A autora soube desenvolver a parte do romance muito bem, mas os vampiros que são apresentados como criaturas do mal super poderosas, morrem ao mais leve tocar de uma estaca, até os mais fortes são pouco resistentes. A própria Lilith que é mostrada como o suprassumo do mal, esta mais para uma tarada maluca (ela praticamente estupra o Max) do que para uma criatura maligna.

Eu recomendo o livro? Sim, para quem gosta de romance (e eu sei que vocês gostam) o livro é muito bom, o que me levou a dar três estrelas foi algo puramente pessoal, por que eu esperava outra coisa. Entendam que eu não vejo problema em histórias que mesclam aventura e romance, mas a partir do momento em que a proposta do livro é mostrar uma personagem dividida, você não pode dar destaque apenas a um e esquecer de desenvolver o  outro.

Esse livro faz parte de uma série (e qual não faz hoje em dia) de 5 livros, se não me engano. E o  segundo também já foi publicado aqui no Brasil. Me perdoem pela resenha gigante, e obrigado aqueles que chegaram até aqui.

Segundo Volume:
Ergue-se a noite – skoob

Você pode encontrar:
Submarino | Saraiva | Siciliano | Livraria Cultura | Fnac | Compare Preços

Nota: 

Meme: 11 coisas

Recebi a indicação para responder esse meme da Mari do blog Tipo Mari já faz algum tempo, mais antes tarde do que nunca, espero que gostem de saber um pouco mais sobre mim, e não se assustem eu pareço doida mais não sou.

Eu não vou indicar ninguém por que eu sou uma preguiçosa, e sei que muito daqueles a quem eu iria indicar já responderam, então quem quiser responder sinta-se a vontade.

11 coisas sobre mim:
  1. Eu sou uma procrastinadora nata;
  2. Eu mesma corto meu cabelo;
  3. Sou a contradição em pessoa;
  4. Invento minhas próprias regras, mas costumo seguir as leis;
  5. Sou altamente influenciável, não me entendam mal, minhas opiniões sobre a vida e o universo são bem formadas, o problema é o tudo mais.
  6. Eu tenho um fascínio pela família Kennedy;
  7. Não tenho pesadelos com filmes de terror e nem com esses programas tipo Assombrações e Ghost Hunters – que eu assisto sempre – será que isso quer dizer alguma coisa sobre a minha personalidade?
  8. Dirty Dancing é um dos meus filmes preferidos, não resisto quando começa a tocar “Now I’ve had the time of my life, now i’ve never felt like this before...” e canto junto mesmo, e passei boa parte da minha adolescência sonhando com o Patrick Swayze. Podem me julgar!
  9. Tenho uma tonelada de papel em casa, divididos em zilhões de pastas. Para vocês terem uma noção eu ainda tenho provas da oitava série guardadas, e eu fiz a oitava série há nove anos.
  10. Eu não vivo sem música, to sempre procurando novos sons, novas bandas, e estilos, por isso tenho um gosto bem eclético, mas é um eclético limitado entre rock/blues/jazz/pop/clássica, é por que tipo tem de Ac/dc à trilha sonora de glee no meu mp4.
  11. Eu ainda amo aqueles filmes de High School (não o Music), eu passei minha infância (pois é, aqueles que passavam no SBT tipo Porky’s) e adolescência vendo eles, e mesmo hoje com 23 anos, eu ainda não resisto a um filminho assim.
11 perguntas para mim:

Qual a maior mudança (cidade, personalidade, amigos,...) que já ocorreu com você?
Com certeza foi quando meus pais se separaram, depois disso eu tive que ter mais responsabilidades, passei a ficar mais tempo cuidando da minha irmã mais nova, tive mais afazeres domésticos também, coisa que antes eu quase nunca fazia. Foi um grande crescimento pessoal, acho que foi naquela época que eu entendi que eu não era mais criança.

O que você pensa sobre pessoas hipócritas?
São pessoas pobres de espíritos, pessoas que não merecem minha companhia, gente que sinceramente deveria ser amordaçada, suas presenças empobrecem o meio ambiente. Eu sou uma pessoa honesta e sincera e ingenuamente espero isso dos outros, o que por experiência própria raramente acontece, e então é isso que penso sobre pessoas hipócritas, deveriam deixar de poluir nosso planeta.

Para você o que é ser fútil?
São pessoas que não assimilam o mundo onde vivem, sabe aquelas conhecidas como “Maria vai com as outras”, são pessoas sem opinião própria, que recebem tudo pronto – da mídia – não tem idéias, reflexões, por isso tem tempo para gastar só com o consumo desenfreado do que esta na moda (seja em que área for).

Qual o pior programa da TV brasileira que você já viu?
Novelas de uma forma geral, eu não gosto.

Já se imaginou vivendo só?
Quando eu era adolescente era meu maior sonho, sabe ninguém para atrapalhar, para mandar lavar louça, trocar a roupa de cama, varrer a casa. Hoje em dia eu ainda quero, claro, mas tenho certeza de que terei uma casa totalmente caótica.

A opinião alheia lhe importa?
Olha antigamente eu me importava bastante. Mas durante/depois do ensino médio eu comecei a ficar nem aí, olha ninguém paga minhas contas então eu não tenho que dar satisfações a ninguém. Pode falar o que bem entender de mim, eu realmente não me importo, assim como também não me importo com a vida dos outros.

Um assunto que não te agrada?
A vida dos outros, eu detesto fofoca - a não ser que seja dos meus artistas preferidos – eu não me interesso com o que os vizinhos, amigos de família, etc. estão fazendo da vida, eu detesto que vem me contar que fulano fez isso, ciclano fez aquilo, por que eu simplesmente não estou nem aí.

Algo que te desagrada nas pessoas?
Eu detesto conversar com pessoas sem opinião própria, é a mesma coisa que conversar com uma porta, não há conteúdo, pessoas que não refletem, que não pensam, que não estão nem aí para o mundo onde vivem me irritam profundamente.

Já tentou escrever um livro?
Quando eu era mais nova eu tentava escrever uns contos, mais eu sinceramente não sou boa nisso. Nessa época eu não percebia claramente, mas sempre fiquei frustrada com aquelas histórias padrões, e por isso tentava criar algo diferente, mas eu definitivamente não tenho esse dom. Mas acho sinceramente que algumas idéias minhas dariam excelentes filmes, não, to de sacanagem.

O que te atrai em uma pessoa?
Levando em consideração o fato de que quanto mais “estranha” e “fora do padrão” à pessoa for mais eu acho interessante, posso dizer que gosto de pessoas autênticas, pessoas que não tem medo de ser quem são, independente de serem consideradas "normais" ou não.

Como anda a sua consciência?
Preocupada. Vou desistir da faculdade que estou cursando, fazer vestibular de novo, contar tudo isso para minha mãe, então podemos dizer que estou nervosa.

Resenha: Desventuras em Série #3 - Lemony Snicket / Companhia das Letras



Ano de Lançamento: 2000
Título Original: The Wide Window
Páginas: 186

Definitivamente paz não faz parte do vocabulário dos Baudelaire, isso por que o Conde Olaf os persegue independentemente de para onde o Sr. Poe os leve. E não é diferente quando estes vão morar com tia Josephine.

Depois de conseguirem desmascarar o Conde Olaf na casa do tio Monty as crianças se sentiram aliviadas, mas não por muito tempo, já que ele conseguiu escapar e o (idiota, jumento, imbecil) do Sr. Poe não pode fazer nada a respeito.

Assim os irmãos terão mais uma vez que mudar de casa. Eles irão morar com uma nova tutora, tia Josephine que é uma viúva que morre de medo de tudo (como por exemplo, atender ao telefone) e tem um fascínio (mais que chato) pela gramática.

Ela não é má pessoa (pelo menos isso), mas é muito estranha. Por exemplo, ela morre de medo do Lago Lacrimoso, isso por que seu marido faleceu lá (comido pelas sanguessugas, que são superviolentas quando alguém entra na água com comida no estômago), mas mora numa que casa que fica praticamente suspensa no alto de uma montanha com vista total do lago.

E as esquisitices não param por aí, ela tem medo do telefone (por que pode dar choque), ela tem medo do capacho da porta (onde uma pessoa distraída pode cair), tem medo de maçanetas (que podem se estilhaçar ao serem giradas) e para piorar a má sorte dos Baudelaire, ela tem medo do fogão e não prepara nenhum alimento quente, mesmo nas noites mais geladas.

Eu fico me perguntando se todos os adultos são idiotas ou se é somente em Desventuras em Série, por que vou te contar se pelo menos uma vez alguém acreditasse nos Baudelaire quando eles desmascaram o conde Olaf, muita desgraça poderia ser evitada.

Como sempre conde Olaf aparece para atormentar a vida dos pequenos, dessa vez ele se apresenta como capitão Shawn, e como é obvio logo ganha a confiança de tia Josephine, que nem liga quando os jovens a alertam que ele é na verdade Olaf.

Podemos dizer que ali começou o seu fim, tia Josephine é muito diferente de tio Monty, que era muito querido pelas crianças, ele nunca as abandonaria a própria sorte, já ela...

Também podemos dizer que se ela tivesse acreditado nas crianças quando estas lhe contaram a verdade sobre conde Olaf, ela poderia terminar a história de uma forma diferente da do Tio Monty.

Mas uma vez o personagem que mais me irritou foi o Sr. Poe, por que ele não serve para nada, parece que seu único propósito é fazer com que a vida dos Baudelaire se torne mais enfadonha ou para por suas vidas em risco. E para piorar ainda mais meu desgosto para com ele, tem uma pequenina parte do livro que me fez ter altas desconfianças do personagem.

Você poderia imaginar que o personagem que eu menos gosto é o conde Olaf, mas não, vou dizer até o fim que é o Sr. Poe, por que o conde é um vilão e você só pode esperar dele vilanias, ele é o mal em pessoa, mais ainda assim minha vontade é de esganar o Sr. Poe.

Apesar de tudo de ruim que acontece em suas vidas os irmãos não esmorecem, eles seguem em frente lutando para se livrar do conde Olaf, e mesmo quando tia Josephine se mostra uma pessoa mesquinha, eles não medem esforços para salvá-la, e depois de tudo que acontece eles ainda sentem a falta dela. Outra coisa que eu adoro, é como eles funcionam bem como uma equipe, todos tem um papel importante, até a pequenina Sunny que se mostrou fundamental na travessia do Lago Lacrimoso.

Nota:

Você pode encontrar:

  

Resenha: Por isso a gente acabou - Daniel Handler / Companhia das Letras

Desculpem pela resenha gigante, mas é que não teve outro jeito.

Título Original: Why we broke up
Ano de Lançamento: 2011
Páginas: 362

Vocês precisam ler este livro!

Ok, tenho que te confessar que você vai terminar ele com raiva e vai pensar em maneiras medievais de torturar o Ed e outra pessoa que em minha opinião merece muito mais do que ele a tortura, mas eu não posso falar quem, por que seria spoiler e ninguém gosta de spoiler.

Também vai ficar pensando como um cara de 42 anos escreve tão bem, mais tão bem que você não tem dúvida de que é uma garota de 16 que esta escrevendo aquela carta com palavras tão afiadas para o ex namorado babaca.

O livro todo é uma carta, uma carta que a Min vai entregar ao Ed, junto de uma caixa com todos os objetos significantes do namoro deles. E cada objeto representa um motivo, um motivo pelo qual aquele relacionamento não deu certo. E enquanto ela vai relembrando desses fatos, ela vai percebendo coisas que se talvez ela tivesse percebido antes, aquele namoro poderia ter um fim diferente.

Todo mundo sabe o quanto os adolescentes de uma forma geral são imediatistas, querem tudo para ontem, querem tudo às pressas, e que nessa idade mais do que em qualquer outra, rótulos e estereótipos definem quem você é, e bem, vemos isso claramente no livro.

Min é uma garota que não tem medo de ser quem ela é, não tem vergonha de vestir o que quer, ou de gostar das coisas que gosta. Já Ed, é o típico garoto popular, estrela do time de basquete, o garoto mais disputado do colégio. Para mim foi exatamente por isso que os dois começaram a sair, ele a achou diferente e ela, bem, ela é adolescente e se o cara mais lindo do mundo te chama para sair, bom, você sai com ele.

O mundo dos dois é completamente diferente, Ed e seus amigos só consomem o que esta na moda, já os amigos de Min, tem um gosto muito mais apurado, ela não se sente assim tão atraída pelo mundo dele, mais ela fica tão apaixonada, tão arrebatada de amor, que passa a freqüentar aqueles lugares cheios de líderes de torcida e atletas, que é muito boring.

Eles não poderiam ser mais diferentes mesmo, acho que se ela tivesse sido um pouquinho mais realista – ok, ela é adolescente eu sei – ela teria visto que esse relacionamento não teria futuro, ela estava vivendo seu primeiro amor, ok, não dá para esperar muito de um adolescente nessa situação, mais se ela tivesse prestado atenção nos amigos pelo menos, ela não teria terminado com o coração partido.

A única coisa encantadora no Ed, é que ele é tipo muito gato, para mim o fato dele ser popular não influencia em nada, mas admito que sair com o cara mais popular do colégio tem um certo charme, mas que se perde todinho se ele for um babaca, e o Ed é um babaca. A coitada da Min só percebeu isso tarde demais, mas bom se ela tivesse prestado um pouquinho mais de atenção teria visto isso, como por exemplo, ele dizer que tudo o que ela e os amigos fazem é coisa de gay, tem algo mais irritante? Ou o fato dele esconder que é muito bom em matemática, com medo do que os amigos dele vão pensar. Eu disse não é, BABACA.

Mesmo que cada item da caixa tivesse um valor significativo no término do relacionamento deles, eu estava esperando pelo golpe final, eu sabia que ele iria fazer um babaquice muito grande, que iria partir o coração da Min, e o que ele fez é completamente imperdoável, uma coisa muito imatura - e que me fez pensar que ele fosse no mínimo retardado mental, mas aí lembrei que ele é adolescente - mas por mais incrível que pareça ainda tem outra pessoa nessa equação muita mais sacana que ele (que vocês vão ter que descobrir sozinhos infelizmente, eu queria dissertar horas sobre a pessoa em questão com vocês, MAS EU NÃO POSSO POR QUE É SPOILER *LÁGRIMAS*).

Chega de falar de Ed, acho que vocês entenderam que ele é um BABACA.

Eu adorei os amigos da Min, eles sim são muito legais (eles preparam comidas juntos e gostam de filmes antigos) e leais também, deles ela nunca precisa esconder quem é, não como Ed faz eu prometi, desculpa. São eles que dão apoio, é o Al o seu melhor amigo que a leva no caminhão de entrega do pai dele a casa de Ed para ela deixar a caixa, e durante o percurso não a atrapalha enquanto ela vai escrevendo a carta.

Eu não sei se vocês já fizeram isso, mais toda vez que eu ficava com raiva de alguém ou de alguma coisa que me chateava, eu escrevia, deixava fluir todo o meu descontentamento nas páginas e páginas de diários ou cadernos, e saía tudo num jorro só, às vezes três, quatro, cinco páginas, de tudo aquilo que eu estava pensando no momento, e se vocês já fizeram isso, sabem que essas palavras tão pessoais às vezes saem um pouco confusas.  

Não que a história seja confusa, não é isso, a impressão que eu tive com o livro foi que ele foi escrito assim sabe naquele momento total de desabafo, o Daniel Handler é tão bom escritor (Ele é muito bom mesmo, corre gente para ler alguma coisa dele) que te passa àquela sensação de que a menina esta escrevendo aquilo como um desabafo bastante raivoso.

Uma última coisa, por que a resenha já esta gigante, quando eu digo que eu sou diferente, é uma coisa, agora quando meu namorado e todos os amigos deles dizem “Você é... diferente” é sacanagem. Não a Min, não é diferente, ela não é um ET que caiu no nosso planeta, ela é diferente das pessoas que o Ed conhece isso não é ruim, na verdade é muito maravilhoso.

O livro é perfeito, não só a história, a diagramação, os desenhos, são MUITO LINDOS, vale cada centavo. Outra coisinha, a Min vive citando diversos filmes, comparando as situações que vive com eles, uma pena que não sejam reais, por que dá uma vontade danada de vê-los.

Quote:
“O dia está lindo, ensolarado e tudo mais. É daqueles dias em que você acha que tudo vai dar certo etc. Não era o dia para isso, nem para nós, que saímos de 5 de outubro a 12 de novembro. Mas já é dezembro e o céu esta claro, assim como tudo agora esta claro para mim. Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.”

Daniel Handler, é Lemony Snicket, pseudônimo que usou para escrever Desventuras em Série.
Só mais uma coisinha, O LIVRO VAI VIRAR FILME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Você pode encontrar:


Marotona Hot #1: Filha da Tempestade - Richelle Mead / Agir

Primeiro post da Maratona hot

É muito chato quando você espera muito de um livro e quando você finalmente o têm em mãos e pode saboreá-lo, ele tem um gosto um tanto amargo. Eu queria muito ler esse livro, por que eu adoro a Richelle Mead, mais infelizmente eu não gostei do jeito que achei que fosse gostar (eu não odiei, como odiei um certo chick-lit que eu levei meses para ler, e você pode saber qual é clicando aqui), por que a história me pareceu confusa e mal aproveitada.

Eu até achei a história interessante quando li a sinopse e quando estava no começo do livro, mas com o passar das páginas comecei a achar que a autora se prendeu demais em algumas partes e em outras passou muito rápido. Esse para mim foi o maior problema, mesmo com as partes hots que são bem escritas e com o toque cômico que a autora deu aos personagens.

Mas vamos a hitória...

Eugenie Markham é uma xamã muito poderosa, seu trabalho é lidar com as criaturas do Outro Mundo que insitem em vir à terra, alguns cometem apenas travessuras, mas outros praticam crimes bem graves. Não sei bem como definir o que é um xamã, é uma espécie de bruxa-feiticeira-exorcista que lida com as criaturas sobrenaturais as banindo, alguns ela manda de volta para o lugar de onde vieram, mas a maioria vai direto para terra dos mortos.

Ela basicamente não tem vida pessoal, dedica a maior parte do seu tempo ao trabalho, e quando não esta trabalhando você pode encontrá-la facilmente em sua casa, montando quebra-cabeças ou fazendo compras online. Mais isso esta prestes a mudar e quem não tinha nenhum, vai ter dois pretendentes e muitos problemas com os quais lidar.

É perigoso que as criaturas sobrenaturais saibam o nome verdadeiro de um xamã, por isso eles usam codinomes, o de Eugenie é Odile Cisne Negro, sendo um dos nomes mais temidos do Outro mundo, assim se descobrirem seu nome muitos com certeza iriam querer vingança. Mas Eugenie se dá conta de que algo esta errado quando as criaturas começam a abordá-la pelo seu nome e pior em vez de vingança, passam a ter um comportamento totalmente lascivo quando estão na sua presença.

Preciso fazer uma pausa para dizer que a minha querida Richelle construiu um mundo mágico com as criaturas mais pervetidas que eu já li na minha vida. Todos estão sempre dispostos para o sexo (a sós ou em público), e sendo a questão da fertilidade um ponto tão importante entre eles, eu até entendo, mas para piorar a situação da libertinagem, é muito raro uma fecundação entre dois seres mágicos, por isso muitos Nobres (criaturas mágicas) raptam humanas e as transformam em escravas sexuais para poderem ter filhos #tenso.

E é exatamente um caso assim que chega as mãos de Eugenie, uma garota de 14 anos foi raptada, e seu irmão pede sua ajuda para poder recuperá-la. Já faz mais de um ano que ela esta em poder de um dos Nobres, e mesmo sendo arriscado ter que ir até o outro mundo para trazê-la de volta, Eugenie depois de experimentar na própria pele o quão luxuriosos os seres mágicos podem ser, decide ir atrás dela.

Um decisão que mudará sua vida, pode parecer uma missão simples de resgate mais, ir até o Outro Mundo fará com que Eugenie enxergue a realidade de um modo totalmente diferente, ainda mais quando descobre que o seu passado tem relação direta com aquele mundo que ela parece tanto odiar.

Ao mesmo tempo vamos acompanhando a relação de Eugenie com Kyo, um homem extremamente sedutor, que ela conheceu em um bar e com o qual teve uma noite completamente arrebatadora. E para por mais lenha na fogueira ainda tem o encontro explosivo dela com um Nobre que ajudará muito em sua estadia no Outro Mundo.

Sabe, o motivo pelo qual eu não gostei do livro é que a autora gastou um par de páginas com os ataques que a Eugenie sofre, isso por que todos, eu digo todas as criaturas (machos) do submundo a querem é, desse jeito mesmo que vocês estão pensando, por isso ela sofre vários ataques sexuais (essa que vos escreve cometeu um grande engano nessa última frase, a Eugenie não sofre nenhum abuso sexual, só ocorrem tentativas, não posso dizer por que é spoiler, mas não ocorre nenhuma relação sexual que ela não consente, desculpem pelo engano.). Mas quando chega no final, é tipo puf acaba muito rápido e por isso eu fiquei frustrada.

Quanta as cenas hots eu não tenho nada o que dizer, a não ser que são muito bem escritas, não são vulgares - e eu não dexei de pensar em Dimitri - tanto com Kyo quanto com Dorian, é, por que Eugenie faz sexo com os dois. Aliás, a cena da Eugenie e do Dorian é uma das cenas mais hots que eu já li.

Eu espero que o próximo volume traga uma trama mais sólida, eu fiquei com a sensação de que a autora não soube aproveitar o mundo mágico que ela criou, eu sei que eu não tenho nenhum gabarito técnico para fazer uma análise mais fundamentada, mas foi a sensação que eu tive lendo o livro.
Nota:

Resenha: O Silêncio do Túmulo - Arnaldur Indridason / Companhia das Letras


Ano de Lançamento: 2002
Título Original: Grafarpögn
Páginas: 315

Hoje com 23 anos, eu só presenciei uma vez algum tipo de violência doméstica, foi quando eu era criança na casa de uma amiga, eu nunca me esqueci daquela cena, aquilo me deixou chocada, e hoje tanto anos depois qualquer tipo de violência doméstica ainda me deixa, mesmo que seja em um livro que é uma ficção, não consigo deixar de pensar quantas mulheres/crianças passam por isso e não tem a oportunidade de se defenderem, isso ao contrário do que muita gente gosta de acreditar não é uma realidade distante, não é algo que acontece só na periferia, pelo contrário esta entranhada em todas as camadas da sociedade.

Eu comecei com esse breve relato por que a violência doméstica é um tema abordado no livro, e é algo que me deixa tão revoltada com o ser humano de uma forma geral que eu precisava falar um pouco disso antes de começar a resenha de fato.

O Silêncio do Túmulo é um livro policial um pouco diferente, esta longe do ritmo frenético de alguns outros livros do gênero que eu já li, como os livros do Harlan Coben e James Patterson, se passa num país totalmente diferente e do qual eu só tinha “visitado” uma vez ao ler Viagem ao centro da terra, a Islândia e a investigação é de um crime que provavelmente ocorreu há mais de 70 anos.

Uma ossada humana é encontrada parcialmente enterrada em um terreno nos arredores de Reykjavík, de acordo com os especialistas a ossada deve ter por volta de 60/70 anos, então se houve de fato um assassinato ele ocorreu na época da Segunda Guerra Mundial, mas isso não é um empecilho para o detetive Erlendur e sua equipe, que tratarão o caso da mesma forma que qualquer outro.

Achar testemunhas que possam esclarecer o caso de alguma forma é difícil, por que a maioria já morreu ou esta muito velha para dar uma explicação lúcida. Mas com jeito os detetives vão encontrando pistas e aos poucos o caso vai sendo elucidado.

Enquanto acompanhamos a história no tempo real, somos apresentados a uma família que viveu na colina por volta de 1940 e pode ter relação com o caso. Eu preciso confessar que eu morri de ódio nessas partes, pois o marido batia tanto na mulher e ela não entendia o porquê de tanta violência – ela não fazia nada, e nem que fizesse - quando tentava fugir, ele ia atrás, ameaçava os filhos – que ele não amava – era o típico corvadão fora de casa era legal com todo mundo, gentil, até sorria – como o próprio filho dele constatou - mas em casa era o diabo na terra.

Também acompanhamos – em segundo plano – a vida familiar conturbada do detetive Erlendur, sua filha com quem não tinha muito contato, esta em coma por excesso de uso de drogas, e nas visitas que ele faz a ela nós vamos descobrindo mais sobre ele, sobre sua infância, sobre seus traumas, sobre o porquê ele abandonou a família.

Como eu disse antes o livro tem um ritmo mais lento, mas nem por isso é menos interessante, por que o mais importante é o aspecto psicológico dos personagens que é muito bem desenvolvido, e apesar do final um pouco óbvio eu ainda consegui me surpreender, e gostei muito do livro.

Achei interessante falar sobre a violência doméstica por que é uma questão importante do livro, e é um assunto que precisa ser discutido, pois fechar os olhos para isso justificando que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher é inaceitável.

Eu não sei onde precisamos mudar para suprimir esse tipo de violência, ela esta enraizada no machismo, que considera a mulher um objeto, um mercadoria, “algo” – não alguém – que não merece respeito, que nasceu para servir aos homens, que não tem direitos iguais. Como mudar essa cultura, é outra coisa que também não sei, e acho difícil que alguém saiba. Talvez, só talvez se pararmos de dividir, classificar, estereotipar os gêneros – por que para mim homens e mulheres só são diferentes biologicamente – podemos começar a melhorar essa questão.

É algo em que se pensar, espero que vocês tenham gostado da resenha e me desculpem pelo tom pessoal com o qual a escrevi, mais considero esse assunto muito importante e que precisa ser debatido.

O livro tem uma história fechada, mais assim com outras séries policias que narram diversas investigações de um mesmo detetive, como o Myron Bolitar do Harlan Coben e o Alex Cross do James Patterson, também temos mais livros do detetive Erlendur e sua equipe – Elinborg e Sigurdu Óli, esses nomes são muito engraçados.

Pela Record:
A Cidade dos Vidros - Skoob

Pela Cia das Letras:
Vozes - Skoob

Você pode encontrar:

Nota:

Dia da Meg: Tamanho 42 não é gorda / Galera Record

Para saber mais clique aqui.

Ano de Lançamento: 2006
Título Original: Size 12 is not fat
Páginas: 411

Nada melhor para começar essa coluna do que fazendo a resenha do meu livro preferido da Meg, vamos começar com o pé direito.

Heather Wells está passando por uma fase negra em sua vida. E quando você imagina uma fase ruim, não poderia imaginar o quão ruim está a de Heather. Primeiro, ela foi uma estrela pop quando adolescente, ao ficar mais velha quis cantar suas próprias músicas, mas a gravadora não aceitou a idéia, e ela acabou demitida. Segundo, seu noivo que não a apoiou, a trocou por outra. Terceiro, sua mãe – que era sua empresária – fugiu com todo o seu dinheiro.

Eu disse que a vida dela estava ruim, agora Heather precisa encontrar um emprego, e pela primeira vez na vida teria que se virar sozinha, bem não tão sozinha assim, Cooper irmão mais velho do seu ex-noivo lhe dá abrigo (e ela passa nutrir uma paixão totalmente platônica por ele) e em troca ela só precisaria fazer sua contabilidade.

Por sorte – ainda resta um pouco – ela consegue um emprego de vice-diretora no alojamento (quer dizer Conjunto Residencial Estudantil) da Universidade de Nova York, o que quer dizer basicamente que ela precisa lidar com os alunos – na vã tentativa de controlá-los. Outro atrativo do emprego – além do salário é claro – é que passado os seis meses de experiência ela poderia cursar um dos cursos da faculdade, e essa passa ser sua meta.

Por morar a praticamente 5 minutos da universidade, quando não está em horário de trabalho, Heather é constantemente chamada para ir até lá, muitas vezes para resolver problemas bobos com a máquina de refrigerantes. Quando sua chefe liga numa manhã de sábado, ela já esta achando que teria que acompanhar algum estudante beberrão ao pronto socorro, lógico que ela não poderia adivinhar do que se tratava a ligação, uma estudante é encontrada morta no poço do elevador da faculdade.

Heather vai correndo até lá e aí começa a história para valer – por que diferente do que você esta achando esse livro não se trata de um romance, mesmo com o amor platônico pelo Cooper – isso por que de acordo com a investigação feita no local o caso se trata de um suicídio, por que a garota estaria tentando fazer uma brincadeira chamada surfe de elevador - pular do teto do elevador, até o outro - que é muito comum entre os alunos.

Mais Heather não aceita essa idéia, por que garotas como aquela que morreu não fazem surfe de elevador, isso é coisa de garotos idiotas que gostam de se exibir, não de garotas tímidas do interior. Mas basicamente ninguém acredita em sua teoria, nem mesmo Cooper, que é um detetive particular – apesar dele ser um fofo/lindo/gostoso/quedávontadedeagarrar – e acha que Heather anda assistindo muito CSI e Lei e Ordem igual a mim.

E como ninguém acredita nela, Heather decide fazer uma investigação por conta própria, mesmo que Cooper e um investigador da polícia a alertem – leia-se: a proíbem de fazer isso – do quanto isso é perigoso e que não é o trabalho dela. Mas boa cabeça dura que é ela não vai desistir até descobrir quem está  por trás daquele assassinato. Ao mesmo tempo terá que lidar com o ex-noivo, que parece não saber ao certo o que quer da vida. Não preciso nem dizer que Heather vai se meter em várias confusões, hilariantes, mais também perigosas.

Esse livro para mim foi uma grande surpresa, antes desse eu só tinha lido A Garota Americana 1/2, então eu não fazia idéia que era uma história adulta e muito menos que fosse sobre investigação policial.

Foi uma surpresa muito boa, por que eu não esperava me identificar tanto com a personagem principal – tirando é claro, essa história de ex-sensação do pop adolescente – não só pela questão do controle do peso – é eu sofro disso – mas é por que ela tem uma imaginação muito fértil e sonha praticamente acordada o tempo todo, eu sou basicamente assim, então ficou fácil me identificar.

Eu provavelmente não me meteria numa investigação criminal, por que eu sou muito atrapalhada e medrosa, mas seu eu tivesse o Cooper do meu lado faria tudo que ele quisesse. A Meg é campeã quando o assunto é mocinho, é um melhor do que o outro – tem o John, o Jesse, o Mitch, o Lucien – mas nenhum é tão fofo/quevontadedemorder igual ao Cooper, que é o meu preferido, e só vai ficando melhor a cada livro da série.

O nome do livro não esta relacionado com a investigação e sim com um mantra que a Heather passa o livro todo dizendo, por que de acordo com uma matéria que saiu em algum jornal, a média de vestimenta da mulher americana é 42, por isso tamanho 42 NÃO é gorda se eu vestisse tamanho 42 eu seria o ser humano mais feliz do planeta, então Heather não esta engordando e sim esta na média da mulher americana, totalmente compreensível.

*Curiosidade:
Assim como Heather, Meg também trabalhou na administração (como assistente de dormitório) da universidade de Nova York, foi durante esse período que ela começou a escrever a série Diários da Princesa.


Quote:
"Há um tempão percebi que uma caminhada até a Casa de Queijos Murray, na rua Bleecker, para ver que tipo de sanduíche especial eles têm para o almoço demora dez minutos.
E a caminhada da Murray até a Betsey Johnson, na Wooster, para ver o que esta em liquidação (adoro o veludo strech deles!): mais dez minutos.
E o trajeto da Betsey até a Dean e Deluca, na Broadway, para um cappuccino depois do almoço e para ver se eles têm aquelas casquinhas de laranja que eu gosto tanto: mas dez minutos.
E assim por diante até que, antes que se dê conta, você já tinha feito sessentas minutos de exercício. Quem disse que é difícil atender às novas exigências de exercícios físicos determinados pelo governo? Se eu consigo, qualquer pessoa consegue." Pág .8-9


Tem mais dois volumes lançados aqui no Brasil:
Tamanho 44 também não é gorda - Skoob
Tamanho não importa - Skoob
Size 12 and Ready to rock - Skoob - Ainda vai ser lançado lá fora
(E foi com uma supresa para lá de boa que eu descobri que vai ter o quarto volume)

Para mais resenhas de livros da Meg Cabot, clique aqui.

Você pode encontrar:
Submarino | Saraiva | Siciliano | Livraria Cultura | Fnac | Compare Preços


Nota:

Enquanto isso por aqui #4


Enquanto isso por aqui #4
Post mensal sobre o que andei fazendo literariamente (Maio)

*Lidos


  1. Frente de Tempestade – Jim Butcher / Underworld
  2. Desventuras em Série #2: A sala dos répteis – Lemony Snicket / Companhia das Letras
  3. Desventuras em Série #3: O lago das Sanguessugas – Lemony Snicket / Companhia das letras
  4. Filha da Tempestade – Richelle Mead / Agir
  5. O silêncio do Túmulo – Arnaldur Indridason / Companhia das Letras
  6. O dia da Caça – James Patterson / Arqueiro 
  7. Tamanho 42 não é gorda – Meg Cabot / Galera Record (Releitura)


*Aquisições:

*Compras:
  1. Jogador Número 1 – Enerst Cline / Leya
  2. O silêncio do Túmulo – Arnaldur Indridason / Companhia das Letras
  3. Por isso a gente acabou – Daniel Handler / Companhia das Letras
  4. A revolução dos bichos – George Orwell  / Companhia das Letras
  5. Tamanho 44 também não é gorda – Meg Cabot / Galera Record
  6. Um estudo em Vermelho – Sir Arhtur Conan / Martin Claret
(Querido John/ Fallen / Tormenta / Morte e vida de Charlie Sr. Cloud - eu ganhei de presente da minha mamis)

*Trocas:

  1. Desventuras em série #3: O lago das sanguessugas – Lemony Snicket / Companhia das Letras
  2. Tamanho 42 não é gorda – Meg Cabot / Galera Record
  3. Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins / Novo Conceito
  4. As Leis de Allie Finkle #3 – Meg Cabot / Galera Record
  5. Cidade das Cinzas – Cassandra Clare / Galera Record
  6. Morto até o anoitecer – Charlaine Harris / 
  7. Ela foi até o fim – Meg Cabot / Galera Record
  8. Harry Potter e a pedra filosofal - J.K. Rowling / Rocco
Meu melhor mês de troca no skoob!

*Top 5:
  1. A culpa é das estrelas – John Green / Intrínseca (Olhinhos brilhando de expectativa)
  2. Fábulas (Lendas do Exílio)
  3. Watchmen Edição Definitiva
  4.  HellBlazer – Pecados Originais
  5. Vozes – Arnaldur Indridason /Companhia das letras

*Resenha + Ahhh preciso comprar: 
Como é difícil escolher essa categoria, eu sempre leio excelentes resenhas. Esse mês a que mais me deu vontade de comprar foi O mistério do Chocolate, que li no blog Fallen in Me, essas meninas vão acabar se tornando as campeãs nessa categoria. Me lembrou a Heather de Tamanho 42 não é gorda da Meg Cabot, que decide investigar sozinha um assassinato, e me lembrou mais ainda por que a Heather vive comendo delícias, e as meninas disseram que dá uma fome ler esse livro, então já esta adicionado para as próximas compras.

*Melhor Leitura: 
Essa é muito difícil, mas vou ficar com O Silêncio do Túmulo do islândes Arnaldur Indridason. Há vários motivos pelos quais eu gostei desse livro, primeiro por que é um livro policial, eu não resisto a uma investigação, segundo por que se passa num lugar totalmente diferente para mim, Reykjavik que fica na Islândia, e terceiro, apesar dele ter um ritmo mais lento do que os livros que eu tenho costume de ler (por exemplo os livros do Harlan Coben, são frenéticos do início ao fim) ele prendeu totalmente minha atenção.  

*Meta de Leitura (Junho)
  1. A Revolução dos Bichos - George Orwell / Companhia das Letas (Um clássico por mês)
  2. Surpresa do Além - Charlaine Harris / Lua de Papel
  3. Assassinato no Expresso Oriente - Agatha Christie
  4. Todo Garoto Tem - Meg Cabot / Galera Record (Desafio)
  5. Um Dia - David Nichols / Intrínseca (Desafio)
  6. Por isso a gente acabou - Daniel Handler / Companhia das Letras
Eu sou péssima em seguir listas, mas vou fazer de tudo para conseguir ler esses que eu programei, tenho que criar uma certa ordem nas minhas leituras.

*Desafios:

*Desafio Realmente Desafiante:
Esse mês não tive tempo de ler o livro para o desafio, mas prometo que no próximo mês eu ponho a resenha no ar. 

*Desafio literário 2012:
Eu acho que esse desafio não está rolando mais, mas vou esperar para ver no que vai dar.

*Maratona Hot:
Eu tinha dito que a resenha para a maratona iria sair esse mês, mas eu ainda não tive tempo de fazer a resenha. Mas mês que vem sai com certeza. (Retificando) Já esta até pronta, vai ser Filha da Tempestade, sai ainda essa semana.

*Projeto: Um clássico por mês
Como foi boa a leitura desse clássico do mês, Um estudo em vermelho é a primeira história do detetive mais famoso de todos os tempos, só espero que seja o primeiro de muitos que eu tenho a oportunidade de ler. A bem da verdade é que vai rolar resenha de um outro livro, mais para frente.  – Mês que vem tem A Revolução dos Bichos.